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Professores de São Tiago protestam contra Reforma da Previdência

Publicado em 15/03/2017 00:00:00


 

O protesto começou às 9h, em frente à Escola Estadual Afonso Pena Júnior. De lá, os manifestantes seguiram pelas ruas da cidade com cartazes, apitos e palavras de ordem

Vestidos de preto e ao som do Hino Nacional, professores de São Tiago se reuniram nesta quarta-feira (15) para manifestarem contra a Reforma da Previdência, que tramita no Congresso Nacional e deve ser votada no dia 28 de março.  

A marcha foi decidida na terça-feira (14), quando professores da rede estadual, em plenária, deflagram greve por tempo indeterminado.

Já os professores da rede municipal aderiram apenas à paralisação desta quarta-feira. Na quinta (16), eles retomam as aulas normalmente.

Segundo um dos membros do comando de greve da rede Estadual de São Tiago, o professor Bruno Henrique dos Santos, o movimento “repudia” alguns artigos da Reforma proposta pelo governo Federal e “faz pressão” para que os deputados votem contra a matéria.

“Não concordamos com os pontos que igualam o tempo de aposentadoria entre homens e mulheres e o tempo de contribuição, que muda de 35 para 49 anos. Reivindicamos ainda aposentadorias especiais para diferentes classes de trabalhadores. Com a Reforma, a tendência é de unificação”, completa Santos.

Embora de greve, o professor reconhece que é preciso realizar mudanças na Seguridade Social. “A Previdência necessita ser reformada, mas não como está sendo proposta. O Texto deve ser discutido com os trabalhadores, aqueles que vão ser afetados diretamente pelas alterações na aposentadoria”, completa Santos.

A organização do evento contabilizou cerca de 70 participantes. Para a Polícia Militar, foram 100.

Governo

Em reunião na bancada do PSB na Câmara, nessa terça-feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que se as mudanças não forem feitas, as aposentadorias vão consumir 70% do que é arrecadado pelo governo Federal em um período dez anos.

“O problema é a evolução das despesas com a Previdência. Na próxima década, os gastos com os benefícios vão consumir mais de 70% de toda a arrecadação do governo federal. A situação atual já é insustentável. Para não extrapolar o teto [de gastos públicos], seria necessário um corte brusco nas demais despesas, de 44% para do Orçamento”, disse Meirelles em entrevista à Agência Brasil de Notícias.

O ministro ressaltou ainda que se diminuir a idade para as mulheres se aposentarem, vai ser preciso aumentar a dos homens. Por fim, Meirelles destacou que, na maioria dos países, os trabalhadores só podem se aposentar depois dos 60. No Brasil, a idade média é de 59 anos.    

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