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São Tiago, 19 de Agosto de 2017 :: 8 visitantes online.

Autoridades afirmam que a saúde em São Tiago não está um caos.

Publicado em 28/05/2013 00:00:00


 A situação de saúde do município de São Tiago tem sido motivo de preocupação e de muita discussão, até nas redes sociais.  Questionamentos acerca da “falta de médicos” na cidade são as principais causas de cobranças. Entretanto, o que se pode verificar dentro dos postos de saúde do município é que a realidade é bem diferente do alarme que está se espalhando pela cidade.

De acordo com Viviane Kátia Rodrigues Oliveira, enfermeira chefe do PSF Grupo Integração, na Unidade Básica de Saúde “Vereador Jairo Navarro de Castro”, no bairro do Cruzeiro, o posto de saúde está com atendimento de dois médicos e isso tem sido suficiente para suprir a demanda. “Embora não tenhamos médicos do PSF (Programa Saúde da Família) (ver quadro abaixo), temos atendendo pelo Provab (Programa de Valorização dos Profissionais da Atenção Básica) dois em tempo integral: Dra. Caroline Glenda Andrade Corradi e Dr. Leonardo Peres Vivas.”
Segundo Viviane, a diferença entre um programa e outro é o vínculo. “Um médico que atende pelo PSF tem um vínculo maior com a unidade de saúde, podendo se envolver mais intensamente com as ações que desenvolvemos. Já o do Provab (ver quadro abaixo), tem um vínculo de um ano com o município”, o que, ainda de acordo com a enfermeira, não está interferindo no atendimento usual do posto. 
Tanto que os pacientes não têm encontrado dificuldades para marcar consultas.  A dona de casa Maria Silva Batista, de 64 anos, afirma que nunca teve problemas com relação a consultas no posto de saúde. “Toda vez que venho ao posto consigo ser atendida, sem nenhum problema.”
Também a dona de casa Maria Ermínia Silva Santos, de 62 anos, alega que não tem o que reclamar. “Toda vez que venho ao posto sou bem atendida”. 
Assim como o PSF Grupo integração, o Saúde Preventiva, na Unidade Básica de Saúde José Gabriel de Sousa, no bairro Cerrado, também está com o atendimento médico normal. Segundo o enfermeiro-chefe, Manfred Augusto Bauer Filho, o atendimento tem sido feito como de costume. “Salvo algumas exceções que não dependem do posto de saúde, todos que chegam são atendidos”.
De acordo com Manfred, o profissional do Provab, que está atendendo na unidade, Dr. Antonio Carlos Rodrigues do Nascimento, tem suprido as necessidades. “Mesmo sem o médico do PSF as ações que já desenvolvíamos, dentre elas visita domiciliar e puericultura, não deixaram de ser feitas, pois, além dele, contamos com o apoio dos acadêmicos de medicina, vindos da Universidade Federal de Juiz de Fora, através de convênio.”
E pacientes da unidade afirmam não ter problemas com relação ao atendimento. A cuidadora de idosos, Rosane Rodrigues Silva Mendes, de 37 anos, que estava com sua filha de 1 ano e 4 meses anos na unidade para fazer puericultura, afirma que todas as vezes em que precisou da unidade foi bem atendida. “Nunca tive problemas com o atendimento do posto de saúde.”
Assim como Rosane, a dona de casa Ângela Eliza de Sousa, de 47 anos, diz que não tem nenhuma reclamação a fazer. Ela, que tem um filho portador de necessidades especiais, afirma que sempre que precisa é bem atendida. “Meu filho precisou de atendimento na última semana e o tratamento dado a nós foi muito bom”.
Os enfermeiros-chefe alegam que não há uma situação de caos na saúde de São Tiago e concordam que as pessoas de nossa comunidade ainda estão muito presas ao atendimento hospitalar. Uma “cultura hospitalocêntrica” conforme opinião de Viviane, ainda faz com que os são-tiaguenses se queiram mais o atendimento do hospital, sem se lembrar de que deveria ser usado em atendimento de urgência e emergência. “O atendimento do PSF é a atenção primária. Se o caso do paciente não for grave a unidade de saúde pode atendê-lo, fazendo com que não precise da atenção secundária ou terciária, que seria a do hospital” afirma Manfred.
De acordo o Secretário Municipal de Saúde, Geraldo Tadeu de Oliveira, houve sim, no começo do ano um período em que, devido ao pedido de demissão dos médicos anteriores, o atendimento ficou prejudicado. “Os médicos que saíram se recusam a cumprir o aviso prévio, deixando a população desassistida”. Com isso os postos ficaram sem atendimento durante o mês de fevereiro, o que foi restabelecido em 01 de março, com a chegada dos médicos do Provab.
Com esse programa a prefeitura de São Tiago conseguiu contratar 3 médicos, além do médico para o PSF, que está atuando no distrito de Mercês de Água Limpa, totalizando 4 médicos em atendimento integral no município. 
O secretário também afirma que o esforço por parte da administração está sendo enorme na tentativa de conseguir médicos para atender nos PSFs da cidade. “Já estamos no 10º edital para contratar os médicos e mesmo assim está difícil.”
Como um esforço a mais para tentar conseguir os profissionais, é oferecido um salário bruto mensal de 8.000,00 mais a possibilidade de um plantão semanal no hospital com salário aproximado de 7.400,00 por mês.
 
E a situação do hospital?
O hospital São Vicente de Paulo, em funcionamento desde 1949, já passou por momentos difíceis, mas talvez, mais recentemente esteja vivendo um momento de crise que nem seus fundadores imaginariam.
Essa “crise” se deve principalmente ao medo que rodeia a população de ter que ir ao hospital e não encontrar atendimento médico.  O assombro tem sido motivo de discussão e alarmado a população para um risco que não existe, conforme alega Raul Wilson da Mata, provedor do hospital.
De acordo com ele, o termo “caos” na saúde é precipitado e errado. “Aconteceu uma situação em abril que nós ficamos sem médico por um único dia, mas o hospital sempre tem um profissional dessa área e atende todos que aqui chegam”.
Segundo o provedor, de janeiro a março de 2013 houve plantão presencial 24 horas por dia, todos os dias. “O que aconteceu a partir de abril foi que a saída de dois médicos fixos do nosso quadro, sem cumprimento de aviso prévio de um deles, causou um grande desfalque” alega Wilton Rocha, gestor hospitalar.
De acordo com o gestor, desde então a direção do hospital tem se desdobrado para conseguir médicos plantonistas e isso não é um problema apenas de São Tiago. “Temos trabalhado a maior parte do tempo para conseguir médicos para atender. O grande problema é falta desse profissional no mercado de trabalho. Assim como nossa cidade, a vizinha São João Del Rei tem passado pelo mesmo problema e outras cidades da região também .”
Outro fator, segundo Rocha, que pode estar agravando a falta de médicos no mercado, é a criação pelo Governo Federal do Provab. “O programa é bom para os municípios, mas prejudica os hospitais porque grande parte dos médicos que ainda não têm um itinerário fixo de trabalho está se cadastrando no Provab e, como o trabalho do programa é integral em postos de saúde, não há espaço para plantões em hospitais.”
Também outro motivo, para agravar ainda mais o problema, pode ser os baixos salários oferecidos. “Aproveitamos as ligações que fazemos para oferecer aos médicos um pacote completo, com atendimento no hospital e falando da possibilidade de atendimento nos PSF da cidade. Até aumentar o valor dos plantões nós fizemos como forma de atrair, e mesmo assim não termos tido muito sucesso.”
Com toda essa dificuldade em encontrar médicos para o hospital, a indignação por parte de seus representantes é visível, tendo em vista comentários feitos, principalmente em redes sociais. Raul repudia tais ações, afirmando que são infundadas e ilógicas “Se as pessoas querem falar da situação de nosso hospital, primeiro venham aqui, nos procurem para saber e poder falar a verdade”. 
Assim como Raul, Wilton ainda afirma que São Tiago não está desamparado, com relação à saúde. “Não há filas no hospital, não há superlotação e nenhum paciente fica sem atendimento quando vem aqui.”
Raul também declara que mesmo nas ocasiões em que não há plantão presencial, existe médico de sobreaviso e todos os pacientes são atendidos. “Devemos ficar satisfeito porque nesse período de ‘crise’ não tivemos nenhum paciente que não foi atendido ou sequer casos de morte!” ressalta.
  
 
 
 
O que é?
 
 
A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias, localizadas em uma área geográfica delimitada. As equipes atuam com ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais frequentes, e na manutenção da saúde desta comunidade.
 
 
Como funciona?
 
- As equipes da Saúde da Família são o elemento-chave para a busca permanente de comunicação e troca de experiências e conhecimentos entre os integrantes da equipe e desses com o saber popular do Agente Comunitário de Saúde. As equipes são compostas, no mínimo, por um médico de família, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e 6 agentes comunitários de saúde. Quando ampliada, conta ainda com: um dentista, um auxiliar de consultório dentário e um técnico em higiene dental.
 
- Cada equipe se responsabiliza pelo acompanhamento de, no máximo, 4 mil habitantes, sendo a média recomendada de 3 mil habitantes de uma determinada área, e estas passam a ter co-responsabilidade no cuidado à saúde. A atuação das equipes ocorre principalmente nas unidades básicas de saúde, nas residências e na mobilização da comunidade

 
 
 
 
 
 
O que é?
 
 
Programa criado pelo governo Federal para estimular a formação do médico para a real necessidade da população brasileira e levar esse profissional para localidades com maior carência para este serviço. Com esse objetivo, o Ministério da Saúde lançou, em dezembro de 2012, o edital de abertura da segunda edição do Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica – Provab. Nos meses de Janeiro e Fevereiro deste ano municípios e médicos aderiram ao Programa e em março os médicos iniciaram as atividades práticas nas Unidades Básicas de Saúde.
 
O médico que participa do Provab em 2013 tem a obrigatoriedade de realizar curso de pós-graduação prático-teórico em saúde da família, com 12 meses de duração. O profissional recebe bolsa federal no valor de R$ 8 mil mensais e tem suas atividades supervisionadas por uma instituição de ensino. Para os médicos bem avaliados, o Provab 2 mantém a bonificação de 10% nos exames de residência médica, seguindo a resolução nº 03/2011 da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).
 
 
Como funciona?
 
 
Promove a qualificação médica por meio de atendimento em unidades básicas na periferia de grandes cidades, municípios do interior, com populações carentes e de regiões remotas.
 
 
Michele Santana - Departamento de Comunicação 

http://saotiago.mg.gov.br


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